quinta-feira, 31 de maio de 2012

Entrevista com o goleiro piracicabano Renan Rocha

Entrevista postada no Jornal A Tribuna Piracicabana de 30 de Maio de 2012

A competitividade e principalmente os fatores extra-campo fazem com que a carreira de atleta profissional de futebol seja muito valorizada e atraente, principalmente pelos altos salários pagos e pelo sonho de garoto – de muitos - em atuar na Europa e conquistar o Mundo como Messi e Cristiano Ronaldo. Mas a vida de goleiro não é nada fácil e muitas vezes até ingrata. Basta uma falha, para ir do céu ao inferno em frações de segundos. E uma defesa no último minuto de jogo para se consagrar e ser o herói de uma decisão. E o entrevistado é um piracicabano que vem fazendo muito sucesso defendendo o rubro-negro paranaense, mais conhecido como furacão. Seu nome é Renan Rocha e sua equipe é o Atlético/PR.

Rodrigo Caetano - Fale da sua carreira. Do início quando garoto até hoje.

Renan Rocha - Comecei na escolinha do Educando pelo Esporte do Bairro da Paulicéia em 2000. Já no segundo semestre, fui para o XV de Piracicaba e em janeiro de 2001 fui para o Santos FC. Por não ter alojamento para garotos da minha idade e de meu pai não ter condições de arcar com minhas despesas, voltei pra casa em abril. Logo em seguida fui para o Rio Branco de Americana e fiquei até dezembro de 2003. Em janeiro de 2004 fui contratado pelo Atlético/PR onde estou ate hoje. Nesse meio tempo fui emprestado ao Toledo PR e Rio Branco PR em 2007, e para o Vitória/BA nos últimos quatro meses de 2010.

RC - Você se contundiu na pré-temporada deste ano. Como está a recuperação e qual a previsão de volta aos gramados?

RR – Me contundi em um treinamento onde acabei pisando em falso em um buraco do campo e acabei rompendo o ligamento cruzado anterior do joelho direito. A recuperação está muito boa e evoluindo além do esperado. Estou treinando desde o segundo mês, pós cirurgia, o que é muito raro segundo os médicos, e agora com quatro meses, estou esperando a liberação médica para treinar normalmente em campo, sem restrições.

RCAté quando é seu contrato com o Atlético/PR e se deseja permanecer até o fim dele?

RR - Tenho contrato até dezembro de 2014 e com certeza quero cumpri-lo até o fim.
RC -Como foi ser titular no Brasileiro de 2011, vivenciar seu melhor momento na carreira e ainda cair com a equipe para a 2º divisão?

RR - Foi gratificante e com certeza o melhor momento da carreira mesmo, onde pude abrir um bom mercado no futebol e ter meu nome um pouco conhecido no Brasil. Mesmo caindo pra segunda divisão, mas elogiado por todos - torcida, diretoria e comissão técnica - que fui um dos poucos que se salvaram e ainda destaque da equipe e que infelizmente amargou o rebaixamento.

Foto: Assessoria Atlético/PR

RC - Quem é seu ídolo no futebol e em sua opinião, qual o melhor goleiro na atualidade?

RR - Meu ídolo é o Marcos, goleiro aposentado pelo Palmeiras. O melhor da atualidade no saberia dizer, afinal são vários que vem se destacando, e dizer apenas um seria injusto.

RC - Tem acompanhado o XV de Piracicaba? Como vê o atual momento do clube, com a permanência na elite do futebol paulista?

RR - Acompanhei sim e fui a um jogo neste paulista quando estive em Piracicaba e fiquei muito na torcida para que permanecesse na elite. Com certeza esse ano foi e aprendizado para todos, principalmente para a diretoria, que foi despertar para a realidade da competição quando quase não havia chances de permanecer. E que em 2013 com certeza seja muito melhor.
RC - Por ser natural de Piracicaba, espera um dia vestir a camisa do XV? Poderia ser
em 2013, ano do centenário quinzista?

RR - Espero sim um dia jogar no XV. Creio que no ano do centenário será difícil, afinal ainda tenho contrato com Atlético/PR, mas quem sabe no futuro.
RC -Quem foi que o 'descobriu' para o futebol aqui em Piracicaba e quais foram as pessoas que mais te incentivaram e de deram apoio?

RR - Foi o Diolei, que ainda dá aula na escolinha do Educando onde comecei a treinar. Foi ele quem me indicou ao XV de Piracicaba e depois me levou ao Rio Branco de Americana. E com certeza quem me dá mais apoiou são meus familiares.
RC - Pela visibilidade alcançada, recebeu propostas de outras equipes do Brasil? Almeja atuar no eixo RIO-SP e até mesmo no exterior?

RR – O eixo RIO-SP com certeza é onde você mais aparece, e por isso todos almejam estar lá. Gosto muito do Atlético/PR, mas a mídia não é a mesma, só por isso gostaria um dia de atuar no eixo RIO-SP. E por conseqüência dessa mídia te proporciona ir para o exterior. Ir para fora do país só se for pelo lado financeiro, já que no Brasil estão pagando quase o mesmo que lá, então prefiro ficar perto da família e amigos.
RCQual foi sua melhor e pior exibição?

RR - A melhor foi contra o Curitiba, em partida válida pelo primeiro turno do campeonato brasileiro de 2011. O jogo acabou empatado em 1 a 1 na casa deles. A pior, não por falhas, mas por ter levado mais gols numa só partida foi contra o Santos no Pacaembu, partida válida também pelo campeonato brasileiro de 2011, quando perdemos por 4 a 1.
RC - Qual o melhor time do Brasil e do Mundo na atualidade? E qual o melhor jogador atuando no Brasil e o melhor do Mundo?

RR - Do Brasil hoje é o Santos e do mundo o Barcelona. O melhor jogador com certeza é o Neymar, do Brasil e do Mundo, pois jogar ao lado de estrelas como o Messi joga é fácil (risos).

Foto: Assessoria Atlético/PR

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